Ministério da Cultura apresenta
Sergipe · Nordeste · Caatinga
Relicário de Voinha
Mangaba Estúdio
Sobre o pavilhão
O Relicário de Voinha é uma moradia estruturada a partir da memória da casa de nossas avós, onde, a partir de referências pessoais e coletivas, compreendemos essas figuras como agentes de organização emocional, do espaço, do tempo e da vida.
A definição dos ambientes e do diálogo entre eles recorre à dinâmica de uma memória de casa cheia, que recebe visitas, celebra o tempo e estima a presença de quem chega.
Assim, o quintal é projetado no início do percurso com clara intencionalidade conceitual, invertendo hierarquias espaciais e valorizando a vida compartilhada. O quintal acontece como espaço estruturador, condicionando ao ambiente a permeabilidade, a luz filtrada, a ventilação cruzada e a transição suave entre dentro e fora.
As soluções projetuais foram profundamente atravessadas pelas estratégias de adaptação do calor, de aproveitamento da brisa do mar, pelas materialidades populares, pelo artesanato local e pelos rituais do cotidiano, respostas que foram construídas historicamente e de forma empírica.
Escolhemos elementos que reforçam a territorialidade e a vida corriqueira: o piso de caquinho, o ladrilho hidráulico e a renda irlandesa figuram nesse aspecto. A presença de artistas e artesãos sergipanos constrói uma narrativa em que a cultura local não é apenas ornamento — somam na concepção do partido e conceito. O Relicário de Voinha é uma arquitetura construída por memória, que busca familiaridades, sensibilidade e expressar a corporeidade de uma linguagem paraverbal e inventiva que preserva uma herança cultural única.
Galeria
7 fotos · Adriano Pacelli
Foto: Adriano Pacelli
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Foto: Adriano Pacelli
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Fotografia oficial BAB 2026: Sirlei Oldoni, Iram Guimarães, Adriano Pacelli, Ewers Marth (@arq.em.foto).