Ministério da Cultura apresenta
Acre · Norte · Amazônia
Casa Empate Mulheres Seringueiras
Marlúcia Cândida e Marcelo Rosenbaum
Sobre o pavilhão
A Casa Empate transcende a função de abrigo e se afirma como um ato arquitetônico de memória, resistência e futuro. Inspirada no protagonismo histórico das mulheres acreanas nos "empates", quando famílias seringueiras formavam barreiras humanas para impedir o desmatamento e a expulsão de suas terras, a proposta reconhece o corpo feminino como força política e ética na defesa da floresta. O projeto reverencia saberes e tecnologias construtivas amazônicas e subverte a divisão tradicional da casa: o espaço doméstico funde-se ao espaço político, criando um território de escuta, convivência e articulação coletiva. A materialidade dialoga com a cultura construtiva da Amazônia, com superfícies permeáveis, luz filtrada e ventilação natural, permitindo que a construção respire no ritmo da mata. A vegetação integra o espaço e reforça a arquitetura como continuidade da paisagem. O pavilhão celebra as mulheres que sustentaram a floresta e propõe um modo de habitar fundamentado no cuidado, na justiça ambiental e na valorização dos saberes locais.
Galeria
10 fotos · Ewers Marth (@arq.em.foto)
Foto: Ewers Marth (@arq.em.foto)
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Fotografia oficial BAB 2026: Sirlei Oldoni, Iram Guimarães, Adriano Pacelli, Ewers Marth (@arq.em.foto).